Pesquisadores da UFPB desenvolvem teste de COVID-19 mais rápido e barato

Diagnóstico, no valor de R$ 50, é realizado por meio de sensor eletroquímico

Texto: Jonas Lucas Vieira | Edição: Pedro Paz
Ascom/UFPB

Projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento de testes point of care eletroquímicos para diagnóstico de COVID-19”, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), testará pacientes com suspeita de COVID-19 por meio de sensores eletroquímicos, que permitem diagnósticos rapidamente e com custo cerca de cinco vez mais baixo do que os testes de referência utilizados atualmente. 

De acordo com o coordenador do projeto, professor Sherlan Lemos, as atividades ainda estão em planejamento e a proposta surgiu a partir de métodos utilizados para diagnosticar câncer de tireoide. O funcionamento é baseado em procedimentos que já vêm sendo testados em outros países, podendo inclusive ser adaptado ao diagnóstico de doenças similares.

Segundo Lemos, a diferença da proposta da UFPB é o emprego de uma “instrumentação muito mais barata e portátil – um sensor eletroquímico”. Para o professor, “uma vez validada, a proposta permitirá o diagnóstico a um preço muito mais baixo e com resultado em poucos minutos”. 

O objetivo, com a validação do projeto, é realizar o diagnóstico de coronavírus rapidamente. “Inclusive em lugares com recursos financeiros e de pessoal mais escassos. Testes point of care específicos irão detectar o vírus SARS-CoV-2 em amostras de soro sanguíneo e saliva baseadas em sensores eletroquímicos e instrumentação eletroquímica portátil”, afirma Lemos. 

Conforme dados do pesquisador, o preço de custo (não obrigatoriamente o que pode ser cobrado) de um teste de referência é cerca de R$250 e o valor do teste com o sensor pode ficar em torno de R$50. “Uma vez produzidos e válidos, os testes são viáveis para produção em maior escala. A execução deles contribuirá diretamente para o monitoramento da pandemia no Estado da Paraíba e no país, pois são mais rápidos e de menor custo que o método referência”, comenta Lemos.

Lemos argumenta ainda que serão desenvolvidos dois testes. O primeiro, baseado no diagnóstico da doença pela classificação da resposta do sensor eletroquímico e uma operação de inteligência artificial que exibirá o resultado “positivo ou negativo”. O segundo, pela determinação direta e inequívoca do vírus na amostra, com a ação de um imunossensor construído a partir da relação antígeno e anticorpo do vírus SARS-CoV-2. 

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