O INTM está sendo instalado na UFPE e dará suporte a empresas de metal mecânica

O Instituto aproximará a Universidade do mercado, contribuindo para o desenvolvimento do setor metal mecânico em Pernambuco

Devido ao intenso desenvolvimento industrial no Estado de Pernambuco, com o Complexo Industrial Suape, que inclui a Petroquímica Suape, a Refinaria Abreu e Lima e o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que já iniciou a construção de navios feitos em Pernambuco, tornou-se imprescindível o desenvolvimento de tecnologias no Estado para dar suporte a essas construções.

“Pernambuco tem se estabelecido como um pólo Metal Mecânico, construímos o primeiro navio feito no Atlântico Sul, o João Cândido, e muitas empresas da área de metal mecânica têm se estabelecido no Estado desde 2003. Nesse contexto, a Petrobras propôs à UFPE a criação de um centro de soldagem e criamos um Instituto que abrange mais atividades do que apenas a soldagem propriamente dita”, explica o Professor Severino Urtiga, diretor executivo do Instituto Nacional de Tecnologia em União e Revestimento de Materiais (INTM).

O INTM compreende um novo prédio na UFPE, localizado por trás do Centro de Informática, que será constituído por 14 laboratórios, como o de desenvolvimento de materiais e ensaios mecânicos; de preparação metalográfica e de amostras; caracterização química; solda convencional; solda especial e ensaio por partícula magnética. Segundo Urtiga, a previsão é que a obra esteja concluída em dezembro deste ano e as atividades iniciem em 2015. O projeto, orçado em R$ 9.256.263,69 é financiado pela Finep em parceria com a UFPE e administrado pela Fade/UFPE.

“Criamos um instituto para realizar a união de materiais, que é a junção de dois materiais através da colagem. Hoje, temos uma demanda maior de soldagem, mas também precisamos unir e proteger os materiais, por isso desenvolvemos as pesquisas de revestimento para proteger contra a corrosão. Verificamos se há defeitos através do ensaio não destrutivo e também a integridade estrutural dos materiais”, esclarece Urtiga.

De acordo com o professor, o INTM também integra o Suape Global, projeto do governo do Estado que está investindo na formação de cadeias produtivas para dar suporte aos setores automobilístico e metal-mecânico (esses dois englobam a esfera de atuação do INTM), além de tecnologia da informação, energia eólica e alimentos. “O projeto traz melhoras não só para o curso de Engenharia Mecânica, mas principalmente para a indústria pernambucana porque pode dar suporte de laboratório para cursos de graduação e pós. O mais interessante é o fato de que poderemos prestar serviços às empresas, como a Fiat, por exemplo. A grande contribuição do INTM é o apoio tecnológico científico para empresas”, ressalta Urtiga.

O Instituto tem uma conotação nacional, uma vez que se dispõe a prestar serviço tecnológico, como suporte às empresas e parceria com outras instituições para o desenvolvimento de tecnologia. Segundo o professor, através do INTM a Universidade fica mais próxima do mercado. “Além disso, atraímos para o Estado pesquisadores de alta qualidade, um exemplo disso é que vamos receber um professor do Colorado que trabalhará conosco na soldagem e no apoio às empresas”, explica.

Alguns equipamentos do INTM já estão disponíveis para uso no departamento de Engenharia Mecânica da UFPE, como o Laboratório de miscroscopia com microscópio metalográfico e microscópio com focal a lazer, o microdurômetro, o difractômetro de raio X, e o pêndulo de impacto. “Mas ainda estamos necessitando de pessoal técnico para operar as máquinas. Atualmente, quem está realizando este trabalho são os bolsistas do doutorado e do pós-doutorado. Mas, o serviço para a indústria demanda um prazo e, para cumpri-lo, temos que ter pessoal capacitado além dos bolsistas”, esclarece Urtiga.

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