Fade-UFPE sedia Seminário de Integração das Unidades de Pesquisa Estratégicas e o Comitê de Articulação Externa da UFPE

Na última terça-feira (13.06) foi realizado, no auditório da Fade-UFPE, o Seminário de Integração das Unidades de Pesquisa Estratégicas e o Comitê de Articulação Externa da UFPE. O evento, promovido pela Diretoria de Inovação (POSITIVA), Diretoria de Relações Internacionais (DRI), Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade-UFPE), Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan) e pela Pró-Reitoria para Assuntos de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesq), contou com a presença do Magnífico Reitor, professor Anísio Brasileiro e de vários pesquisadores da UFPE.

O objetivo do Seminário foi apresentar aos docentes presentes a Coordenação de Articulação e Promoção de Parcerias Estratégicas – CAPPE|POSITIVA, as perspectivas de articulação internacional, a proposta do novo Núcleo de Apoio ao Pesquisador – NAP/PROPLAN, e o reposicionamento da gestão quanto às unidades de pesquisa.

O Reitor da Universidade Federal de Pernambuco, professor Anísio Brasileiro iniciou os trabalhos falando sobre os desafios da Universidade em um mundo globalizado. “Um dos nossos desafios é manter a qualidade na formação acadêmica dentro de uma sala de aula com alunos conectados em rede. Outro desafio é como as pesquisas estão articuladas com as demandas da nossa sociedade e, por último, a questão dos sistemas, redução de tempo, burocracia e fluxo para dar mais rapidez e possibilidades aos pesquisadores, para que eles possam focar nas suas pesquisas. E mais, a articulação da pesquisa com a inovação é o grande desafio nosso”. Ele ainda falou como a gestão vem trabalhando. “Está sendo feito um esforço para criar condições e dar elementos para que os pesquisadores possam desenvolver suas pesquisas com o mínimo de dificuldade possível. Um conjunto de ações está sendo estabelecido junto com a Fade-UFPE para apoiar e ajudar a vida dos pesquisadores”, disse.

A Coordenação de Articulação e Promoção de Parcerias Estratégicas – CAPPE|POSITIVA foi apresentada pela Professora Ana Cristina Fernandes. Trata-se de uma unidade para estimular e fortalecer a organização entre a universidade e o setor econômico. Além de oferecer uma estrutura para apoiar os pesquisadores, a coordenação também dispõe de competências que podem encontrar soluções e estreitar os laços entre a Universidade e sociedade.

A professora e diretora de Inovação da UFPE, Solange Coutinho, apresentou a POSITIVA e os objetivos do órgão. “A Positiva é a unidade que promove a convergência entre as competências científicas e tecnológicas da UFPE e as demandas da sociedade, gerando interações baseadas na confiança e comprometidas com a contínua produção e disseminação de conhecimento visando o progresso social sustentável. Essa unidade funciona como o Núcleo de Inovação Tecnológica da UFPE, responsável também pelas áreas de empreendedorismo, incubação, propriedade intelectual, difusão e transferência de tecnologia, articulação e promoção de parcerias estratégicas”, disse Solange Coutinho.

Uma peça fundamental para o bom funcionamento e andamento das pesquisas no Brasil são as Fundações que, junto às suas apoiadas, oferecem todo o suporte na gestão dos projetos de pesquisa. A Fade-UFPE vem, ao longo dos seus 35 anos, apoiando a Universidade e lutando por uma legislação menos burocrática. Durante o evento a Secretária Executiva da Fade-UFPE, professora Suzana Montenegro, explicou como o Marco Legal vem sendo trabalhado para minimizar as barreiras burocráticas. “A atuação em conjunto só é possível se tivermos segurança jurídica. Todos os entraves burocráticos que afligem vocês também nos afligem. Por isso, nós estamos trabalhando para que novos decretos sejam aprovados para nos possibilitar maior segurança e desburocratize os procedimentos dentro da gestão dos projetos de pesquisa. O objetivo do Marco Legal é transparência jurídica, simplicidade e segurança e queremos simplicidade porque se isso não acontecer, não conseguiremos fazer pesquisa e inovação”, disse Suzana Montenegro.

 

A professora ainda fez uma explanação de como a Fundação vem trabalhando para tornar os processos mais ágeis. “Também passamos por um processo de reposicionamento e sabemos a importância da Fade-UFPE na tríplice hélice que agrega as instituições de pesquisa científica e tecnológica (ICT), a sociedade e o governo. Nosso objetivo para facilitar essa interação é melhorar a eficiência com segurança jurídica. A implantação dos núcleos vem fazendo a diferença e a sua autonomia promoveu uma melhora na gestão administrativa e financeira dos projetos. Além disso, a Fundação está trabalhando para estreitar ainda mais os laços com a sua apoiada. Estamos trabalhando junto com a UFPE para fazer a politica de inovação da Universidade e, quando trabalhamos em parceria, nos tornamos mais fortes”, concluiu a Secretária Executiva.

 

A economista e consultora, Tânia Bacelar falou da importância da Universidade Pública para a pesquisa no país. “No Brasil quem faz pesquisa são as Universidades Públicas e elas têm que olhar esse novo ambiente em rede preservando esse papel. São essas instituições que geram conhecimentos no País”. Ela ainda ressaltou os objetivos do Seminário. “Um loco de articulação entre os pesquisadores e a UFPE, para discutir e compartilhar com a sociedade o diálogo com instituições e organizações da sociedade civil. Essa é uma semente para melhorar esse diálogo com quem está fora da Universidade”, disse Tânia Bacelar.

Após as falas de abertura foi iniciado o debate para que os pesquisadores tirassem suas dúvidas e compartilhassem experiências.  O Reitor concluiu falando da importância do evento para a UFPE. “Um seminário como esse é uma grande oportunidade de construirmos uma outra forma de trabalho menos segmentada e menos individualizada e que seja mais cooperativa e mais interconectada; é uma agenda que se coloca em perspectiva nesse seminário, compartilhando as dificuldades com a responsabilidade de cada um”, finalizou Anísio Brasileiro.

O evento foi uma oportunidade para consolidar as relações institucionais e a sustentabilidade dos Institutos e Laboratórios de pesquisa estratégica e de inovação.