Prêmio Nobel da Paz 2018 marca a luta pelo fim da violência sexual

Foto: Haakon Mosvold Larsen/NTB Scanpix via AP

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é celebrado anualmente no dia 10 de dezembro. Neste ano a Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamada em 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, completa 70 anos. A Declaração foi assinada por 58 Estados e teve como objetivo promover a paz e a preservação da humanidade após os conflitos da 2ª Guerra Mundial que vitimaram milhões de pessoas, enumerando direitos humanos básicos que devem assistir a todos os cidadãos.

A data de comemoração visa homenagear o empenho e dedicação de todos os cidadãos defensores dos direitos humanos e colocar um ponto final a todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos os cidadãos. Este dia é um dos pontos altos na agenda das Nações Unidas, decorrendo várias iniciativas a nível mundial de promoção e defesa dos direitos do homem, como por exemplo, a entrega do Prêmio Nobel da Paz, concedido anualmente a pessoas que contribuíram para a manutenção da paz mundial.

Os vencedores do Prêmio Nobel da Paz de 2018 foram o médico congolês Deniz Mukwege e a yazidi ativista Nadia Murad, uma ex-escrava sexual do Estado Islâmico no Iraque. Os nomes dos dois foram anunciados em outubro em homenagem à luta contra a violência sexual como arma de guerra. Eles receberam a medalha e o certificado da premiação nesta segunda-feira (10) durante uma cerimônia em Oslo, capital da Noruega. Durante a entrega do prêmio, os ganhadores cobraram punição aos abusadores.

Como outras milhares de mulheres yazidis, Nadia Murad foi submetida à escravidão sexual pelo grupo extremista Estado Islâmico após uma ofensiva no Iraque em 2014. Após conseguir escapar, a jovem, cuja mãe e seis irmãos foram assassinados, luta para que a perseguição ao povo curdo seja reconhecida como genocídio. Já Denis Mukwege atende vítimas de violência sexual há duas décadas no hospital de Panzi, fundado no Bukavu, leste da República Democrática do Congo, região afetada pela violência crônica.

Fonte(s):

G1

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